11 maio, 2012Por Betty Girls

Florence – a menina do título do livro – vive em situação de total abandono psicológico numa velha mansão da área rural na Nova Inglaterra. Ela e seu meio irmão mais novo, Giles, são órfãos de pai e mãe. O tio, tutor de ambos, os isolou nessa velha mansão, na companhia dos empregados.

Florence, aos 12 anos, não sabe ler e é proibida de aprender, pois o tio acredita que mulheres esclarecidas são seres rebeldes. Mas essa mansão esconde um tesouro, uma biblioteca imensa e bem eclética, que causa encantamento em Flo quando a menina a descobre. Aos poucos, a personagem, autodidata, aprende a ler e encontra nos livros a companhia que falta quando Giles é enviado ao internato para iniciar seus estudos.

Ela monta um “esquema” – talvez já baseada nos livros de suspense que lê – para que sua leitura não seja descoberta. Durante as tardes, normalmente se tranca numa torre desativada da mansão, onde ninguém supõe que ela esteja.

Mas Giles é considerado “imaturo” no internato e mandado de volta à mansão, onde seu tio providencia a continuidade de seus estudos com a contratação de uma preceptora. Aí é que a história começa a ficar realmente interessante, afinal temos a presença de outra figura feminina alfabetizada nessa casa.

Misteriosamente, a primeira preceptora de Giles morre afogada no lago da propriedade. E aí a leitura nos detém de verdade. Para a vaga, é contratada a Srta. Taylor, que logo em sua chegada se revela uma ameaça à tranquilidade da vida de Florence. A menina a tem como uma bruxa que quer roubar seu irmão, que a observa através dos espelhos pela casa e precisa se defender dessa presença maléfica.

Bom gente, meu resumo para por aqui. O livro começa bem normalzinho, uma leitura lenta, preguiçosa até. Mas do meio para o final a trama me envolveu de tal maneira que eu queria ver o fim a qualquer custo. Desses livros que a gente não consegue deixar de lado por nada. E o final é extremamente surpreendente!

Imagem: Reprodução

Postado por: Michelle Mariotto

 

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16 março, 2012Por Betty Girls

Continuando a saga de Niki e Alex, que eu mencionei por aqui, eis que quase quatro anos depois da leitura do primeiro livro eu me lembrei de que havia sido lançado “Desculpa, quero me casar contigo”…

Tratei de correr atrás do prejuízo e comecei a lê-lo no início de janeiro. Ao contrário do primeiro, esse demorou um bocado para me deter na leitura. Li centenas de páginas (são 412 ao todo) em doses homeopáticas até a história realmente me interessar.

Apesar disso, o saldo é positivo. O autor, novamente, parece ter uma vasta experiência em comportamentos e relacionamentos humanos, seja num elo familiar, de amizade, de trabalho, de disputa, de sedução, de amor. Sim, tudo isso eu extraí desse livro, que nos faz pensar a respeito das causas e conseqüências de determinados atos numa relação e sobre os motivos que costumam fazer com que certos relacionamentos deem certo ou não.

A história de Alex e Niki, depois de mais de um ano de pura paixão, entra numa fase definitiva. O pedido de casamento é lindo, cinematográfico, mas provoca em Niki, além de muita felicidade, uma série de sentimentos conflitantes. Medo, alegria, dúvida, realização, stress, tudo isso num belo pacote de casamento.

Só que nesse livro, pelo menos para mim, as histórias paralelas acabaram tendo um peso quase equivalente ao da história central. Amizades em crise, separações, início de relacionamento, começo de carreira, uma gravidez indesejada… Tudo muito realista, inspirador e interessante.

Um livro sobre a vida, no qual a gente identifica situações vividas por amigos, irmãos, pais e por nós mesmos. Bem “a vida da gente”!

Nos comentários do post anterior, algumas leitoras falaram sobre esse livro e seu respectivo filme – sim, também foi lançado o filme! E, apesar da dica da Luciana, fiquei curiosa para assistir… Pelo menos vou com a expectativa bem baixa, né?

Fotos: Reprodução

Postado por: Michelle Mariotto  

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21 outubro, 2011Por Betty Girls

No último final de semana me peguei contemplando a minha prateleira de livros – modesta, mas muito amada – e relembrando algumas das histórias que mais me encantaram nos últimos anos.

De lá tirei o livro do qual vou falar aqui hoje. E não me perdôo por não ter falado dele antes, porque foi um dos mais tocantes e marcantes do meu breve repertório.

Para começo de conversa, fui seduzida pela frase da contracapa…

Tem como não ficar curiosa?

Parafraseando a orelha do próprio: “Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história.” 

Liesel viveu na Alemanha nazista da segunda guerra, numa cidadezinha próxima a Munique, onde foi doada pela mãe a pais adotivos logo após a viagem que tirou a vida de seu irmão mais novo – ocasião de seu primeiro encontro com a Morte e em que cometeu seu primeiro furto: “O manual do coveiro”, deixado cair na neve pelo homem que enterrou seu irmão.

Dizer que a história da menina é triste, trágica e sofrida é chover no molhado. O autor nos dá uma dimensão muito realista do que é viver num cenário de guerra, medo e repressão. A mãe adotiva de Liesel é uma dona de casa ranzinza e rabugenta. Sua salvação inicial nesse cenário é o pai, Hans Hubermman, pintor desempregado e acordeonista amador, um homem sonhador e otimista, em quem Liesel encontra um pouco de afeto e compreensão para seguir adiante.

Outros personagens surgem ao longo de sua história, como o vizinho e melhor amigo Rudy Steiner, que sonhava ser maratonista, Max Vandenburg, o judeu do porão e a mulher do prefeito… Mas os personagens verdadeiramente responsáveis pela salvação de Liesel são os livros, pelos quais ela se apaixona e passa a cometer seguidos furtos que a colocam em situações de risco.

Em se tratando de amor por livros eu sou suspeita para falar, certo?

Novamente reproduzindo o texto da orelha: “…só quem testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.”   

Mais uma leitura obrigatória para quem gosta de história, literatura ou apenas de um enredo belo e bem construído.

Postado por: Michelle Mariotto

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22 julho, 2011Por Betty Girls

O que passa pela cabea de um gnio da crtica gastronmica francesa em seus ltimos dias de vida, ciente do fim? Ser que ele se arrepende da forma como agiu e tratou as pessoas ao seu redor, ser que sente falta de algo ao longo de sua trajetria? As respostas a essas questes esto no romance (fictcio) de Muriel Barbery,A morte do gourmet livro fininho, de leitura rpida e muito prazerosa, indicado pela Renata nos comentrios desse outro post: A elegncia do ourio.

Esse, na verdade, o primeiro livro de sucesso da autora, escrito em 2000 oito anos antes de A elegncia do ourio mas lanado no Brasil apenas aps a grande repercusso de seu sucessor. O protagonista um dos personagens secundrios de A elegncia. E o mais interessante que as duas histrias ocorrem simultaneamente!

Vou reproduzir um trechinho do livro para dar gua na boca, ok?

O campo… Minha catedral verde… Ali meu corao ter cantado seus cnticos mais fervorosos, ali meus olhos tero aprendido os segredos do olhar, meu gosto, os sabores da caa e da horta, e meu nariz, a elegncia dos perfumes.

Que tal? Quem se anima para a leitura?

Imagem: Reproduo

Postado por: Michelle Mariotto

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