6 dezembro, 2013Por Luciana Villaça

“O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem…”
Guimarães Rosa
Manuelzão e Miguilim, de Guimarães Rosa, é um volume composto por duas novelas: “Campo Geral” e “Uma Estória de Amor”.”Campo Geral” narra a infância de Dito e seu irmão Miguilim, sob a perspectiva deste menino perspicaz e sensível que vive com a família em Mutum (MG). A criança nos conquista e sensibiliza-nos do início ao fim. Dá vontade de trazê-lo para casa e de cuidar dele feito filho…
“_ Dito, eu às vezes tenho uma saudade de uma coisa que eu não sei o que é, nem de donde, me afrontando…
_ Deve não, Miguilim, descarece. Fica todo olhando para a tristeza não… (…)
A alegria do Dito em outras ocasiões valia, valia, feito rebrilho de ouro.”
Uma Estória de Amor é construída a partir dos preparativos de uma festa de boiada até sua execução e seu fim, intercalando a vida de Manuelzão e a do “Boi Bonito”.
As graças e infortúnios de duas fases da vida: infância e velhice com a linguagem reinventada e regionalista de Guimarães Rosa que amo…

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5 setembro, 2013Por Sophia Alckmin

Em homenagem a ArtRio, feira internacional de arte contemporânea que está acontecendo no Rio de Janeiro, a dica de leitura de hoje é para quem quer aprender um pouco mais, ou ter uma visão mais ampla deste universo.

Meu livro favorito no tema para quem está começando a se interessar por arte (li no começo do ano) é What are you looking at? de Will Gompertz. Ele faz um panorama dos 150 anos da história da arte moderna, passando por movimentos e artistas que marcaram seu tempo com suas obras.

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Eu gostei tanto do livro que tenho o físico e a versão para Kindle. O único problema é que não tem muitas fotos então eu lia com o computador ao lado para poder visualizar o que estava sendo falado.

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Infelizmente a versão em português ainda não saiu. Mas é só ficar de olho que não deve demorar.

Boa leitura.

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11 maio, 2012Por Betty Girls

Florence – a menina do título do livro – vive em situação de total abandono psicológico numa velha mansão da área rural na Nova Inglaterra. Ela e seu meio irmão mais novo, Giles, são órfãos de pai e mãe. O tio, tutor de ambos, os isolou nessa velha mansão, na companhia dos empregados.

Florence, aos 12 anos, não sabe ler e é proibida de aprender, pois o tio acredita que mulheres esclarecidas são seres rebeldes. Mas essa mansão esconde um tesouro, uma biblioteca imensa e bem eclética, que causa encantamento em Flo quando a menina a descobre. Aos poucos, a personagem, autodidata, aprende a ler e encontra nos livros a companhia que falta quando Giles é enviado ao internato para iniciar seus estudos.

Ela monta um “esquema” – talvez já baseada nos livros de suspense que lê – para que sua leitura não seja descoberta. Durante as tardes, normalmente se tranca numa torre desativada da mansão, onde ninguém supõe que ela esteja.

Mas Giles é considerado “imaturo” no internato e mandado de volta à mansão, onde seu tio providencia a continuidade de seus estudos com a contratação de uma preceptora. Aí é que a história começa a ficar realmente interessante, afinal temos a presença de outra figura feminina alfabetizada nessa casa.

Misteriosamente, a primeira preceptora de Giles morre afogada no lago da propriedade. E aí a leitura nos detém de verdade. Para a vaga, é contratada a Srta. Taylor, que logo em sua chegada se revela uma ameaça à tranquilidade da vida de Florence. A menina a tem como uma bruxa que quer roubar seu irmão, que a observa através dos espelhos pela casa e precisa se defender dessa presença maléfica.

Bom gente, meu resumo para por aqui. O livro começa bem normalzinho, uma leitura lenta, preguiçosa até. Mas do meio para o final a trama me envolveu de tal maneira que eu queria ver o fim a qualquer custo. Desses livros que a gente não consegue deixar de lado por nada. E o final é extremamente surpreendente!

Imagem: Reprodução

Postado por: Michelle Mariotto

 

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16 março, 2012Por Betty Girls

Continuando a saga de Niki e Alex, que eu mencionei por aqui, eis que quase quatro anos depois da leitura do primeiro livro eu me lembrei de que havia sido lançado “Desculpa, quero me casar contigo”…

Tratei de correr atrás do prejuízo e comecei a lê-lo no início de janeiro. Ao contrário do primeiro, esse demorou um bocado para me deter na leitura. Li centenas de páginas (são 412 ao todo) em doses homeopáticas até a história realmente me interessar.

Apesar disso, o saldo é positivo. O autor, novamente, parece ter uma vasta experiência em comportamentos e relacionamentos humanos, seja num elo familiar, de amizade, de trabalho, de disputa, de sedução, de amor. Sim, tudo isso eu extraí desse livro, que nos faz pensar a respeito das causas e conseqüências de determinados atos numa relação e sobre os motivos que costumam fazer com que certos relacionamentos deem certo ou não.

A história de Alex e Niki, depois de mais de um ano de pura paixão, entra numa fase definitiva. O pedido de casamento é lindo, cinematográfico, mas provoca em Niki, além de muita felicidade, uma série de sentimentos conflitantes. Medo, alegria, dúvida, realização, stress, tudo isso num belo pacote de casamento.

Só que nesse livro, pelo menos para mim, as histórias paralelas acabaram tendo um peso quase equivalente ao da história central. Amizades em crise, separações, início de relacionamento, começo de carreira, uma gravidez indesejada… Tudo muito realista, inspirador e interessante.

Um livro sobre a vida, no qual a gente identifica situações vividas por amigos, irmãos, pais e por nós mesmos. Bem “a vida da gente”!

Nos comentários do post anterior, algumas leitoras falaram sobre esse livro e seu respectivo filme – sim, também foi lançado o filme! E, apesar da dica da Luciana, fiquei curiosa para assistir… Pelo menos vou com a expectativa bem baixa, não?

Fotos: Reprodução

Postado por: Michelle Mariotto  

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