21 outubro, 2011Por Betty Girls

No último final de semana me peguei contemplando a minha prateleira de livros – modesta, mas muito amada – e relembrando algumas das histórias que mais me encantaram nos últimos anos.

De lá tirei o livro do qual vou falar aqui hoje. E não me perdôo por não ter falado dele antes, porque foi um dos mais tocantes e marcantes do meu breve repertório.

Para começo de conversa, fui seduzida pela frase da contracapa…

Tem como não ficar curiosa?

Parafraseando a orelha do próprio: “Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história.” 

Liesel viveu na Alemanha nazista da segunda guerra, numa cidadezinha próxima a Munique, onde foi doada pela mãe a pais adotivos logo após a viagem que tirou a vida de seu irmão mais novo – ocasião de seu primeiro encontro com a Morte e em que cometeu seu primeiro furto: “O manual do coveiro”, deixado cair na neve pelo homem que enterrou seu irmão.

Dizer que a história da menina é triste, trágica e sofrida é chover no molhado. O autor nos dá uma dimensão muito realista do que é viver num cenário de guerra, medo e repressão. A mãe adotiva de Liesel é uma dona de casa ranzinza e rabugenta. Sua salvação inicial nesse cenário é o pai, Hans Hubermman, pintor desempregado e acordeonista amador, um homem sonhador e otimista, em quem Liesel encontra um pouco de afeto e compreensão para seguir adiante.

Outros personagens surgem ao longo de sua história, como o vizinho e melhor amigo Rudy Steiner, que sonhava ser maratonista, Max Vandenburg, o judeu do porão e a mulher do prefeito… Mas os personagens verdadeiramente responsáveis pela salvação de Liesel são os livros, pelos quais ela se apaixona e passa a cometer seguidos furtos que a colocam em situações de risco.

Em se tratando de amor por livros eu sou suspeita para falar, certo?

Novamente reproduzindo o texto da orelha: “…só quem testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.”   

Mais uma leitura obrigatória para quem gosta de história, literatura ou apenas de um enredo belo e bem construído.

Postado por: Michelle Mariotto

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14 junho, 2011Por Betty Girls

Lembram dessa estante?

Ela fazia parte desse post aqui.

Semana passada fui conferir a edição 2011 da Casa Cor SP. Por lá, vi uma estante muito bacana, com um conceito bem parecido com essa, e na qual a estrutura ficou visível pela produção que foi feita. Amei e precisava mostrar para vocês.

Essa fofa está na Sala Íntima e foi criada pelos arquitetos Samy e Ricky Dayan.

Fotos: Bettys

Postado por: Michelle Mariotto

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20 maio, 2011Por Betty Girls

 

Essa semana pensei muito sobre o que falar nessa dica. Queria indicar um livro bacana e acabei me lembrando deste que li há mais ou menos um ano.

Para começo de conversa, A elegância do ouriço é um romance filosófico de difícil construção, portanto quem não tiver o hábito de ler com freqüência provavelmente vai abandoná-lo logo nas primeiras páginas. Confesso que eu – que sou devoradora de livros, daquelas que não consegue interromper a leitura quando se interessa pela história – demorei muito a engrenar nesse enredo. Foi um livro que eu levei meses para ler, porque no início achei bem chato mesmo! Mas passada essa primeira impressão – que durou uma boa centena de páginas – o esforço valeu a pena.

 

Renée Mitchel é uma senhora solitária, zeladora de um prédio parisiense onde moram famílias ricas, tradicionalistas e, em sua maioria, esnobes. Feiosa, ranzinza e aparentemente humilde, ela guarda alguns segredos a sete chaves: é apaixonada por arte, literatura e boa comida. E faz o possível para manter esses segredos bem longe do conhecimento dos moradores, pois a seu ver não cabem a uma simples conciérge.

Paloma Josse tem 12 anos e um entendimento de mundo bastante peculiar a uma garota da sua idade. Superdotada, ela não consegue se encaixar em sua família aristocrática e fútil e tem a idéia fixa de se suicidar e tocar fogo no apartamento da família no dia de seu 13° aniversário se não conseguir descobrir um sentido para a vida antes da data.

O que ambas têm em comum? Além de nos ensinarem a não julgarmos as pessoas pela aparência – afinal, quem diria que uma zeladora desmantelada e uma pré-adolescente pudessem ser pessoas altamente intelectualizadas? – Paloma é moradora do prédio onde Renée é a zeladora. Mas elas só se descobrem após a chegada de um novo morador no prédio.

É um livro que realmente vale a leitura!

Não bastasse isso, pesquisando o título e a autora pela web, descobri que foi feito um filme baseado no mesmo…

Me encantei com o trailer, mas não faço ideia de onde alugar ou comprar o DVD aqui em SP – afinal trata-se de um filme europeu nada comercial… Alguém tem alguma pista de onde encontrá-lo?

Imagens: Reprodução

Postado por: Michelle Mariotto

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15 março, 2011Por Betty Girls

Já falei algumas vezes que sou apaixonada por livros, né? Acho que não é uma grande novidade… Além de nos reservarem surpresas, lições, entretenimento, informações, muitos deles são também belas contribuições decorativas – além de dizerem muito a nosso respeito! Eu tenho alguns, morro de ciúmes, cuido bem e quero ter sempre mais. Sonho com um apartamento maior para poder ter um canto de leitura com estantes de sobra… Por vezes, só olhar para alguns deles me traz boas lembranças, reaviva memórias, inspira boas idéias… Então, como guardá-los – ou expô-los?

Há algum tempo armazeno fotos de coleções de livros, bibliotecas, formas diferentes de empilhá-los e hoje vou mostrar algumas para vocês. Desde os mais descontraídos até os portadores de toc – e algo me diz que estou mais perto dessa categoria, rsrsrs – passando pelos super colecionadores e pelos cultivadores de poucos e bons, tem para todos os gostos!

o singelo

Básico e moderno – ótimo aproveitamento para um cantinho semi morto!

Inovador – brincadeira de cheio e vazio! Detalhe para a saga Crepúsculo na prateleira superior à direita...

Clássico – sonho!!!

Clássico modernizado - alegre e impactante. Mucho me gusta!

Solução arquitetônica simples e útil. Adoro nichos e amei a cor escolhida para o fundo!!!

Bagunça organizada? Repare no móvel em acrílico que dá sustentação e quase some no contexto.

Aqui tem um truquezinho estrutural. Um trilho na parede sustenta algumas chapas metálicas com alturas reguláveis que servem de base para os livros. Parece uma coluna única, mas na verdade são várias pilhas. Como eu sei? “Eu vi num livro” rsrsrs...

Sonho de consumo – moderno, com fácil acesso e organizado! Muita cara de livraria?

Canto para leitura com livros e revistas à mão – e provavelmente uma lareira próxima. Parece bom, hein?

Essa bem podia ser minha casa... Pé-Direito alto, muita luz natural, cores neutras e espaço de sobra para muuitos livros

Esse cantinho também parece muito aconchegante!

Aqui a composição de volumes e cores cria um ponto focal na decoração, compondo com a biblioteca da foto de cima...

E vocês, gostam de livros? Como guardam os seus?

Fotos: Reprodução

Postado por: Michelle Mariotto

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