Ahn??? Eu explico: é que criei o hábito – ou seria mania? – de marcar nos livros as referências a arquitetura e decoração… Já tinha feito isso aqui no post da bagagem, lembram? E no livro que indiquei no post de sexta – A elegância do ouriço – eu tinha marcado esse trecho:
“…”É verdade que decoramos nossos interiores com redundâncias.”
“Com quê?”, pergunta Manuela.
“Repetições, como na casa dos Arthens. Os mesmos abajures e vasos em dobro sobre a lareira, as mesmas poltronas idênticas de cada lado do canapé, duas mesas-de-cabeceira idênticas, séries de vidros parecidos na cozinha…” …”
No contexto do livro, um novo vizinho tinha acabado de se mudar, mas reformou e redecorou o apartamento todo antes de chegar. E na decoração dele não havia um objeto sequer em simetria com outro – o que causou enorme estranhamento numa das vizinhas tradicionalistas…
A verdade é que o conceito de simetria está super vinculado a decorações mais clássicas – o que não impede que usemos em conceitos contemporâneos. Podemos criar ambientes modernos usando simetria – apesar de a falta dela gerar ambientes super personalizados – mas dificilmente encontraremos ambientes clássicos sem simetria.
Vamos ilustrar?
Alguns ambientes em total simetria, outros com ela apenas sugerida. Mas todos com um toque simétrico…
Fotos: Reprodução
Postado por: Michelle Mariotto