Tem biografia de um famoso “couturier” abalando a França… literalmente. Marie-Dominique Lelièvre, jornalista e escritora, pesquisou por anos e conversou com as pessoas mais próximas de Yves Saint Laurent antes de escrever o livro: “Saint Laurent, mauvais garçon” (“YSL, garoto mau” em tradução livre). O problema é que ela não “economizou” em nada suas palavras… fez revelações bombásticas, afirmando que ele era altamente dependente de drogas (opium, cocaína, heroína, haxixe… e galões de Coca-Cola) e que não era um gênio, pois as drogas não o permitiriam ser, tampouco um artista. Reconhece que era talentoso, principalmente para se vender. E só. Bergè, seu parceiro de vida, foi quem “criou”, segundo ela, esta mística em torno de Saint Laurent. Alguns elogiam o livro, mas a maioria a odeia por ter revelado um lado que “mata” os sonhos de seus admiradores e um ícone da moda francesa. Ela mostra um homem workaholic, extremamente ansioso e perdido no mundo exterior.

Neste final de semana uma palestra sua em uma livraria de Bordeaux terminou em guerra, com várias pessoas ofendendo-a e chateadas com seu livro. Em entrevistas na televisão, também já foi insultada. Que estória, né?
Eu o considero, sim, um gênio. Mas não acredito que uma biógrafa experiente “inventaria” estórias, principalmente por conta dos processos que poderia (e vai, né?) enfrentar. Lembram-se da declaraçnao de Tom Ford ano passado, dizendo que trabalhar para Pierre Bergè e Saint Laurent havia sido uma experiência horrível para ele, pois os dois eram “pessoas más e difíceis” e que sua vida “havia se tornado um desespero” ao lado deles e de tanta maldade? Cruz-credo!
Como diz o meu sogro: “Toda estória tem três lados: o meu, o seu e o da verdade…”
Por Cris em 23/03/2010







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